Pneu de emergência tem vantagens e desvantagens: porém, é essencial que o motorista respeite a limitação de velocidade

O motorista abre o compartimento sob o porta-malas e leva uma surpresa: descobre que o estepe do carro é do tipo temporário, também conhecido como de emergência, daquele com pneu “fino”. Imediatamente, já vêm à cabeça dúvidas sobre a utilização ou até mesmo sobre a confiabilidade desse item.

Se você é um desses proprietários, saiba que o estepe temporário não vai deixá-lo na mão diante de um pneu furado. Isso, porém, desde que as limitações desse tipo de sobressalente sejam respeitadas.

Popularização do estepe de emergência
Antes de mais nada, vale esclarecer: sim, o estepe temporário é mais barato para o fabricante e permite redução nos custos de produção do veículo.

Contudo, o componente traz algumas vantagens também para o proprietário do carro. São elas:

. Vantagens do estepe temporário
. Menor peso durante o manuseio
. Menos visado para furtos
. Ocupa menos espaço no porta-malas
. Menor custo de reposição

Em relação à economia de espaço, o uso do estepe “fino” está ligado ao crescimento do tamanho do conjunto pneu e roda nos últimos tempos. Há cerca de 20 anos, por exemplo, era comum que veículos médios utilizassem pneus 185. Atualmente, essa medida é padrão em modelos compactos, ao passo que sedãs ou SUVs vêm com componentes 215 ou até maiores. Um sobressalente com tais medidas ocuparia preciosos litros extras no bagageiro.

Desvantagens do estepe temporário
Claro, o estepe “fino” também impõe algumas desvantagens para o motorista. São elas:

. Velocidade limitada durante a utilização
. Uso estritamente emergencial
. Não pode entrar no rodízio de pneus
. Prejuízo à dirigibilidade se houver desrespeito aos limites

Pneu “fino” é confiável?
É justamente por alterar o comportamento dinâmico do veículo que os fabricantes não recomendam atingir altas velocidades com o estepe “fino”. Geralmente, o limite é de 80 km/h. Ademais, esse tipo de pneu reserva, por ser menor, admite menos ar em seu interior e, naturalmente, esquenta mais.

Contudo, uma vez respeitados os limites,  não há motivo para temores. Antes de equipar um veículo com o estepe temporário, os fabricantes realizam diversos testes de homologação. Esses testes são bastante rigorosos, até porque um componente inadequado poderia causar recalls e até danos à imagem da empresa, resultando em prejuízos milionários.

Sâo realizados diversos teste em campo de provas para garantir que o veículo terá condições adequadas de dirigibilidade, mas ainda para calibrar sistemas eletrônicos, como o ABS. A Resolução 540 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determina a realização desses testes para que os fabricantes adotem sobressalentes com medidas diferentes que as dos demais pneus. São tais ensaios, inclusive, que impõem o limite de velocidade do estepe de emergência.

E se não houver uma borracharia por perto?
O estepe temporário deve ser usado unicamente em situações emergenciais. Logo que possível, o motorista precisa providenciar o reparo do pneu com as medidas normais e recolocá-lo no lugar. Contudo, se for necessário percorrer longas distâncias em uma eventualidade, o sobressalente “fino” pode ser usado tranquilamente, desde que o condutor respeite a limitação de velocidade.